Blog deIsabel Pedroso Silva

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por uma alimentação mais responsável.

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A alimentação e a saúde intestinal - por onde começar?

Sexta-feira, 31 de Janeiro de 2020

O corpo humano é de uma complexidade incrível e cada organismo é muito diferente. ⁣Por essa razão, não se podem tratar problemas intestinais (ou qualquer outra patologia) de ânimo leve. Cada caso deve ser estudado individualmente e nunca generalizado. Devem ser aplicadas técnicas e alimentos de forma estratégica para poder ver, de facto, resultados. Até agora, foram identificadas cerca de 1500 espécies de bactérias na microbiota intestinal (uma mistura de bactérias, leveduras e fungos), e são vários os estudos que mostram cada vez mais a importância da sua diversidade na manutenção da saúde.

O microbioma afeta tudo, desde a imunidade, Síndrome do Intestino Irritável (SII), distensão abdominal (o famoso inchaço) e doenças inflamatórias intestinais, como a Doença de Crohn e Colite Ulcerosa, bem como distúrbios de saúde mental, como a depressãoO intestino tem cerca de 9 metros de comprimento e alberga 70% do nosso sistema imunológico - daí ser claramente essencial para a nossa imunidade. 


São vários os estudos que ligam a microbiota intestinal à saúde de quase todos os órgãos do corpo humano, sendo ainda mais importante para a construção de um sistema imunológico forte. 


Vejo muitas pessoas a tomar probióticos de livre vontade e a fazer restrições sem o devido acompanhamento, e isso nem sempre vai aliviar o desconforto gastrointestinal.

O nosso corpo é único e há vários fatores associados a estes sintomas que - ainda por cima - estão interligados:⁣ a alimentação e atividade física; os níveis de stress; as infeções intestinais por fungos, bactérias, parasitas, vírus; os micronutrientes (teor de vitaminas e minerais da vossa alimentação); outros problemas de saúde associados (...).⁣


É super importante procurar apoio adequado se existem sintomas como:

- Distensão abdominal;

- Obstipação/ diarreia;

- Doenças inflamatórias intestinais;

- Acne e problemas de pele;

- Doenças autoimunes;

- Candidíase;

- Alergias e intolerâncias (...).



Por onde começar?

1. Saber que cada caso é um caso. O que funciona para uns, não significa que vai funcionar para outros. A saúde intestinal é única e um mesmo alimento pode causar desconforto em alguns casos, mas ser benéfico noutros.

2. Mastigar muito bem os alimentos, calmamente. As refeições devem ser feitas sentado/a num ambiente calmo.

3. Alimentos de fácil digestão e métodos de confeção simples. Ingerir fibras e alimentos nutricionalmente densos.

4. Ter consciência de que não é necessário aplicar dietas restritivas nem pobres em hidratos de carbono. Qualquer protocolo intestinal é temporário e deve focar-se na variedade de alimentos, de acordo com os sintomas de cada pessoa. Cada caso é muito específico.

5. Manter uma alimentação variada e evitar consumir sempre os mesmos alimentos (é super importante variar ao máximo os hortícolas, as frutas, as oleaginosas e as leguminosas). 

6. Optar sempre por incluir alimentos da Dieta Mediterrânica (uma alimentação mais rica em fibras, composta por frutas, hortícolas, azeite, cereais integrais, oleaginosas, melhora significativamente os níveis de saúde de qualquer pessoa, incluindo a saúde mental).

7. Aprender a descansar e relaxar (fazer algo que nos dê prazer todos os dias: ler um livro, passear, um filme, desenhar, banhos quentes...). Os sintomas gastrointestinais devem ser vistos de forma global e não apenas associar à alimentação.

8. E, como em qualquer estilo de vida saudável, beber bastante água.


Em jeito de conclusão, uma dieta adaptada à saúde intestinal nunca deverá ser monótona nem pouco variada.

Não tenham medo de experimentar novos sabores.


isabelpedrososilva.n@gmail.com